10 Dicas de design de interiores para um quarto pequeno

1. Elimine coisas desnecessárias: Um dos aspectos mais importantes é a ordem. Todas as superfícies devem estar sempre limpas e à vista, isso vai ampliar o seu espaço. Considere descartar coisas desnecessárias, e verifique se você tem espaço em torno de cada objeto, tornando o ambiente menos poluído.

2. Maximizar o seu espaço da parede: Mesmo sendo difícil, maximizar o seu espaço na parede não é um desafio. Itens como fotografias, obras de arte, molduras devem sempre acompanhar a atmosfera do ambiente. Preocupe-se em manter apenas objetos que revelem sua identidade, eliminando o máximo de itens desnecessários. Esse cuidado traz benefícios para o ambiente do quarto, criando uma superfície limpa e plana capaz de ampliar o espaço. Sempre evite mobiliário curvo quando estiver tentando fazer o quarto parecer maior.

3. Móveis no tamanho certo: De longe, a mais importante peça de mobiliário com um design interior do quarto é a cama. Portanto, ela deve guiar claramente os móveis ao redor e ser o principal ponto focal. Deve-se levar em conta ainda as dimensões do quarto, caso tenha uma cama enorme em um pequeno ambiente. O design de interiores de um quarto deve gravitar em torno da cama.


4. O teto, interesse visual: A adição de uma quinta dimensão para o quarto é altamente eficaz, se for feito com bom gosto. Alguns são fáceis de aplicar e exigem apenas duas cores, por exemplo, pintar o teto branco e o restante do quarto de verde, amarelo ou verde-oliva, por exemplo, iria fazer o quarto parecer mais leve, mais brilhante e mais alto que o habitual. Vice-versa, utilizando uma cor mais escura no teto vai criar o efeito de ansiedade, aumentando a sensação de peso do teto.

5. O canto de leitura: Um pequeno canto pode ser facilmente adaptado para leitura, basta uma cadeira confortável e uma luz focal. Procure espaço perto de uma janela com uma boa vista e vai certamente fazer o seu quarto mais aconchegante.

6. Aparadores e objetos arsenais: Um ator importante na cena do quarto é a cômoda, razão pela qual deve-se escolher com cuidado. Como dito acima o mobiliário deve ser dimensionado de acordo com o tamanho da cama e tamanho do ambiente. Considere a possibilidade de incluir a TV, receptores, blue-ray, etc., em um armário, nicho ou aparador para otimizar o espaço.



7. Usos criativos para armazenar: Soluções e usos criativos de armazenamento com economia. Caixas modestas que podem se fundir com qualquer ambiente de uma forma muito simples e elegante. Cestas decorativas em estantes, caixas sustentáveis ​​feitas de plantas, caixas de armazenamento sob a cama e assim por diante.



8. Televisão: A maioria dos médicos e terapeutas está nos aconselhando a manter meios de comunicação e eletrônicos fora do quarto, tanto quanto possível, por causarem estresse e ansiedade para algumas pessoas. Mesmo assim, a TV é na maioria das vezes presente no quarto e tem uma dimensão impressionante. Posicione um painel no lado oposto na cabeceira da cama para garantir o melhor ângulo de visão. Caso não seja possível você ainda pode recorrer à instalação de fixadores articulados que permitem o deslocamento do televisor para o ângulo ideal na hora de assistir.

9. Use a cor com sabedoria: Nós todos sabemos que um branco puro é uma escolha clara, a fim de tornar o quarto maior e mais brilhante, mas isso não significa que você está amarrado ao branco para o resto de sua vida. Cores escuras devem ser evitadas. As cores escuras podem gerar fortes acentos em almofadas, tapetes, cortinas ou roupas de cama, mas deve ser mantido longe das paredes, se possível. Tal como indicado acima considere uma cor mais clara no teto, ou então, a cor de uma das paredes para conceder especial atenção para a fonte de luz natural.



10. Pontos Focais: No quarto passamos maior parte do tempo na cama, distrair a vista para um ponto focal desejado é importante. Por exemplo: uma pintura, seu recanto de leitura, uma cômoda antiga ou vasos coloridos. Eles são todos os acentos fortes que vão iluminar o seu interior.

Baseado em: OP – Obras e projetos (revista).


O problema da mobilidade urbana




Congestionamentos, congestionamentos e mais congestionamentos. Parece que a cidade não anda mais. Percursos que que demoravam 15 minutos para serem percorridos de carro chegam a durar 1 hora ou mais. Muitos culpam outros motoristas, outros culpam a não sincronização dos sinais de trânsito, outros já não sabem a quem culpar, pois, um simples carro quebrado em meio a uma via, ou qualquer outra adversidade, pode causar um congestionamento preocupante.


Com horas perdidas no trânsito, a mobilidade passou a ser o tema de debates em todos os lugares daqueles que habitam a cidade. Uma análise imediatista pode fazer chegar à conclusão de que as cidades não contam com uma infraestrutura urbana adequada para abrigar uma frota de veículos que cresce cada vez mais. Mas, será que a solução é aumentar o espaço das vias para permitir um maior fluxo de automóveis de uso individual?

Se observarmos atentamente, mesmo as ruas abertas ou alargadas, os túneis e os viadutos construídos, muito rapidamente são (re) ocupados pelos automóveis. Ou seja, intervenções que aparentemente são vistas como soluções para desafogar o tráfego, mostram-se cada vez mais insuficientes. A questão é “quanto mais rua se constrói, mais trânsito aparece. ” ¹


Ou seja, o ponto central da compreensão do problema está no fato de que, há mais de cinquenta anos, o automóvel tem sido o protagonista nas cidades. Os espaços públicos voltados para pedestres vêm se deteriorando, uma vez que o planejamento urbano, quase sempre, visa resolver apenas os problemas dos veículos motorizados.  
Este fato, associado a um inadequado sistema de transporte coletivo, e a uma falta de alternativas de meios de transporte, como a bicicleta, contribui para a dependência de muitas pessoas do transporte individual.

Por isso, “é importante considerar os eixos urbanos não apenas como peças de sistema viário, mas sobretudo, como parte integrante do Sistema de Espaços Públicos da Cidade. ” ²


¹LEITE, Carlos. Cidades sustentáveis, cidades inteligentes: desenvolvimento sustentável num planeta urbano. Porto Alegre: Bookman, 2012, p. 145.

²DUARTE, Clarissa. Revista arrecifes, v.10.

CARTILHA - Por um espaço público e cidadão: a mobilidade e a conquista da rua.